Quando eu era um pirralho de tapetim,lá estava ele,talvez centenário,raízes fincadas nas profundezas úmidas. Nascera nos tempos de antanho,e servira - quem sabe? - às tribos remanescentes dos babicos que ali,porventura,utilizaram as águas temporárias do velho Pajeú,semovente líquido turvo.
Sua sombra convidativa e generosa,com certeza alentou o corpo exausto de tropeiros,almocreves extenuados que,passos tardos,transpunham a região inóspita,tangendo alimárias cansadas de guerra,famintas e perrengueantes,pelejando com velhuscas cangalhas a suportarem caçuás carregados,bamboleando no caminho de pó e esperança.
Seus galhos altaneiros sustentaram ninhos de casacas-de-couro,com seu canto estrídulo,quase escandaloso... Os mesmos ramos lenhosos a se pejarem,na devida época,de florinhas escarlates.
De seu tronco,saíram cascas adstrigentes,aliviando males dos singelos nativos. Gerou,igualmente,madeira leve e porosa.
Hoje,passo e não vejo mais a velha corticeira de pétalas sangüíneas,minha amiga hospedeira e gentil,testemunha de convescotes de meninos,agora transformada na memória sépia do que passou.
NOTA: esta croniqueta trata de um gigantesco mulungú que havia bem próximo da ponte e que foi cortado,sem piedade,há uns dez anos atrás. O da foto,talvez bisneto do vegetal em questão,está no sítio do Sargento Ferraz,à ribeira no nosso sagrado Pajeú.
Sua sombra convidativa e generosa,com certeza alentou o corpo exausto de tropeiros,almocreves extenuados que,passos tardos,transpunham a região inóspita,tangendo alimárias cansadas de guerra,famintas e perrengueantes,pelejando com velhuscas cangalhas a suportarem caçuás carregados,bamboleando no caminho de pó e esperança.
Seus galhos altaneiros sustentaram ninhos de casacas-de-couro,com seu canto estrídulo,quase escandaloso... Os mesmos ramos lenhosos a se pejarem,na devida época,de florinhas escarlates.
De seu tronco,saíram cascas adstrigentes,aliviando males dos singelos nativos. Gerou,igualmente,madeira leve e porosa.
Hoje,passo e não vejo mais a velha corticeira de pétalas sangüíneas,minha amiga hospedeira e gentil,testemunha de convescotes de meninos,agora transformada na memória sépia do que passou.
NOTA: esta croniqueta trata de um gigantesco mulungú que havia bem próximo da ponte e que foi cortado,sem piedade,há uns dez anos atrás. O da foto,talvez bisneto do vegetal em questão,está no sítio do Sargento Ferraz,à ribeira no nosso sagrado Pajeú.